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15 ATITUDES QUE PREJUDICAM UM FILHO

As pessoas tentam melhorar a cada geração a forma como educa seu filho. Há um progresso lento e muitas vezes negativo que pode ser observado entre as gerações. É bastante controverso o que cada pai ou mãe pensa sobre como educar seus próprios filhos.

Em alguns momentos, os pais estão cansados ou estressados demais e as discussões com seus filhos (sejam crianças ou adolescentes) ficam mais acaloradas. Existem algumas frases de peso que podem sair nas conversas e prejudicar bastante ambos os lados. Se brigas estão acontecendo, o ideal é tentar manter o autocontrole. Principalmente para não se arrepender depois de coisas que foram ditas no calor do momento e que não representam a realidade.

Em especial na comunicação com filhos pequenos temos que ter atenção. A criança não é um mini adulto. Ou seja, a linguagem tem que ser adequada para a compreensão da criança. O filho está aprendendo a se comunicar, então é preciso que os pais deem o exemplo. Comunicando-se de forma clara e com firmeza, possibilitando à criança, por sua vez, responder adequadamente a essa comunicação.

Os efeitos de algumas afirmações ditas podem ser muito drásticas. E, como diz o ditado chinês, não há como voltar atrás quando a palavra é pronunciada. Consciente ou inconscientemente, os comportamentos dos pais interferirão de maneira positiva ou negativa na formação da personalidade das crianças.

Forma listadas 15 atitudes que prejudicam o desenvolvimento psicológico saudável de uma criança ou adolescente.

1. Mentiras

Ninguém gosta de discutir com a criança até convencê-la a fazer algo desagradável. Como tomar um remédio, injeção, passar por uma consulta médica, fazer uma prova, ficar longe dos pais ou milhares de outras coisas desagradáveis. Porém, frases como “não vai doer nada” ou qualquer outra que omita ou que seja inverdade, não são nada recomendadas para usarmos com crianças ou adolescentes. Lembre-se, os pais são seus modelos, então eles aprenderão a mentir de vez em quando se você o fizer. O mesmo vale para o tradicional “fala que eu não estou”.

2. Dizer sim o tempo todo

Todo responsável quer o melhor para seus amados. Mas amor não é medido através do excesso de concessões. Muito pelo contrário. A criança precisa de limites para sentir o amor e a atenção dos pais. Também não exagere nos nãos para não bloquear a criatividade do seu filho. Dizer não e dar limites quando necessário, é amar e educar para ser um adulto maduro.

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3. Brigar na frente do filho

Brigar na frente do seu filho pode ser extremamente danoso. Pois apesar de não ter culpa das brigas, a criança ou adolescente acaba sendo muito afetado. Pais que brigam na frente dos filhos, estão passando de forma inconsciente um modelo de relacionamento conflituoso e instável. E este modelo de relacionamento, poderá ser replicado pelo filho, de forma inconsciente, nas suas relações atuais e futuras.

4. Rotular

As crianças escutam e absorvem tudo que é dito a sua volta. Mesmo que pareça que não está prestando atenção. Por exemplo, se um pai rotular sua filha de burra, chata, gorda, magrela, feia, etc, a menina vai crescer acreditando que é mesmo. Todo ser humano possui alguma dificuldade ou imperfeição. Uma coisa é admitir e continuar vivendo, tentando vencer seu próprio desafio. Outra é ser levado a acreditar que é assim e sempre será, que não há como mudar, por causa de rótulo de pais.

5. Comparar

Seu filho já se esforça muito para ter um pouco da sua atenção diariamente. E quando há comparações do tipo: seu irmão é melhor que você, sua amiga faz isso muito bem, porque você não pode ser como o Fulano? Seu ego fica muito machucado. O resultado será baixa autoestima, insegurança e rebeldia. E não pense que isso só acontece com crianças. Mesmo depois de grandes, adolescentes e mesmo adultos, comparações ainda os afetarão.

6. Criticar

Por pior que seja o desenho, por mais engraçado que seja uma mão de bolinha com 4 ou 5 risquinhos, elogie sua disposição, criatividade e incentive. Mostre aos outros com orgulho, comente suas conquistas. Mas evite condenar suas realizações, estudo, trabalhos, aparência, amigos e escolhas. Isso só servirá para abalar emocionalmente seu filho.

7. Dizer palavrões ou xingamentos

Palavrões, piadas indecorosas, xingamentos, falar mal dos outros, reclamar de tudo. Ou seja, tudo o que é desagradável e que você não quer ouvir dos outros, não diga na frente de seus filhos. A criança cresce e aprende a falar tudo aqui que ouve na sua rotina. Então sempre utilize palavras e conversas adequadas perto de seu filho.

8. Culpar

A vida de mãe ou pai não é perfeita e muitas vezes estamos tão estressados que acabamos passando o sentimento de culpa. A casa está uma bagunça, e ele provavelmente é o maior responsável, mas se você conseguir administrar a situação sem acusações diretas ou indiretas, a harmonia reinará em seu convívio e o futuro do seu filho será muito melhor. Há muitas outras coisas que não devem ser faladas, mas existem muito mais coisas a serem ditas. E o mais importante, ame seu filho, dessa forma as palavras se tornam dispensáveis.

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9. Debochar

Não ria, ironize ou diga que é bobagem o que a criança diz. Ela ainda está construindo o seu pensamento lógico. E se prestarmos atenção, a lógica infantil muitas vezes é mais lógica que a nossa. Debochar irá desencorajar a criança a pensar e se expressar de for livre, pois poderá ficar com medo da reação dos pais.

10. Deixar a criança decidir tudo

Não a pergunte tudo a criança. O que ela quer comer, se quer fazer algo que precisa ser feito ou ir a um lugar que é preciso ir. Para estar pronta para escolher e decidir, ela precisa antes ter uma grande bagagem de opções, além da autonomia e responsabilidade bem desenvolvidas. Decisões importantes devem ser feitas pelos pais, como por exemplo ir à escola, se alimentar corretamente ou ir tomar banho.

11. Minimizar o sofrimento

Dizer para parar de chorar ou minimizar o sofrimento, é não acolher. O sofrimento é experimentado pelas pessoas de maneira singular. Em especial pelos filhos. Um pai dizer “isso não é nada” ou “pare de frescura”, pode fazer com que o sujeito sinta seu sofrimento desvalorizado. Se o sofrimento do filho para um pai não tem valor, porque falar sobre seus problemas? Muitos adolescentes não falam de seu sofrimento psíquico com seus pais, justamente não ser ouvido. Independente da idade, converse, procure entender a razão do choro ou sofrimento, levando a sério e procurando tentar ensinar a como lidar com o que lhe aflige.

12. Dizer porque sim ou porque não

Não diga simplesmente “porque sim” ou “porque não”. Os porquês são fundamentais para que ela compreenda a si mesma, aos outros e a realidade em que está inserida. Conversar e explicar os porquês irá tirar muitas dúvidas da fantasia. Um porque não, sem explicação, muitas vezes é entendido como uma proibição sem lógica. Ao se comunicar e falar o porquê, fica mais fácil a aceitação da criança e também estimula o desenvolvimento cognitivo.

13. Utilizar perguntas retóricas

“Você ainda não se levantou?”, “Por que seu quarto ainda está bagunçado?”, “Por que você não presta atenção quando eu falo?”: essas perguntas não comunicam a seu filho um conteúdo claro, mas apenas o seu sentimento de insatisfação diante do comportamento dele. Procure, em vez disso, descrever a ação que você deseja ver realizada: “Levante-se, pegue o par de tênis e calce nos dois pés, agora”, “Guarde seus brinquedos no baú, agora”, “Filho, olhe para mim quando eu falar com você”. A intenção certa ao abordar uma criança é educar, e não extravasar uma insatisfação que possamos ter.

14. Demonstrar insegurança e falta de autocontrole

Afirmações como: “Você me deixa louco!”, “Você acaba comigo!”. Ou ameaças vazias  “Você me paga!”, “Você vai ver só!”. Além de não comunicarem nenhum comando e, por isso, serem totalmente ineficazes, transmitem a seu filho a impressão de que o pai é descontrolado. Se você não demonstra autocontrole, não deve esperar que seu filho o faça. Outra coisa a evitar é a ameaça impossível: “Se você continuar assim, eu vou sumir daqui e nunca mais volto!”. Ou que não se cumprirá: “Se você não desligar esse videogame, eu vou doá-lo para um menino de rua!”. Falar por falar enfraquece sua autoridade, acostumando seu filho a não levar a sério o que você diz.

15. Sentimentalismo com o fim de manipular

Apelar para a chantagem emocional, além de ser ineficaz, pode ser extremamente angustiante para seu filho. Ao dizer, por exemplo, “Fico decepcionado quando você faz isso comigo”, você está comunicando apenas o desejo de que seu filho supra uma carência sua. Algo complexo para que uma criança pequena entenda. Ou, ainda, afirmações como: “Você sabe que eu dou um duro danado, trabalho o dia inteiro, para chegar em casa e você me tratar desse jeito!”, “Na sua idade eu não tinha nada, e você tem tudo, mas não dá valor”. Além de ineficazes, transferem a seu filho um ônus emocional desnecessário, fazendo-o sentir-se culpado por coisas das quais ele muitas vezes não tem culpa.

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