orientação psicanalítica

ORIENTAÇÃO PSICANALÍTICA

Dentro da psicologia existem diversas abordagens teóricas. Como por exemplo, psicanálise, terapia cognitivo-comportamental, humanista, sistêmica e orientação psicanalítica. Ao longo da história da psicologia diversas teorias foram desenvolvidas para utilização em psicoterapia, se diferenciando em vários aspectos, entre eles a filosofia de base (a forma como compreende o ser humano), a forma de intervenção com o cliente e o foco que dá durante o tratamento. 

A escolha pela abordagem vai de acordo com as técnicas e teorias as quais o psicoterapeuta mais se identifica.

O método psicanalítico consiste na escuta da fala do paciente e interpretação das vivências e comportamentos. É criado um ambiente propício, livre de críticas e julgamentos, para que o paciente se sinta relaxado e seguro. E desta forma, expor tudo que lhe venha à mente: experiências, sonhos, esperanças, desejos, fantasias. O psicólogo escuta e faz suas observações quando percebe o momento adequado. Isto para que o paciente tome consciência dos conteúdos que precisam ser esclarecidos.

A abordagem de orientação psicanalítica, que apesar de se basear nos conceitos da psicanálise, é uma abordagem diferente. Algumas diferenças são: na orientação psicanalítica o terapeuta utiliza algumas técnicas diferentes; tem postura mais ativa em relação ao paciente; não utiliza divã; atendimento normalmente é semanal; sendo mais breve e com objetivos delimitados.

orientação psicanalítica

O objetivo da orientação psicanalítica é ir além dos sintomas (tristeza, raiva, ansiedade, etc.) apresentados pelo sujeito e trabalhar os conflitos psíquicos inconscientes. Ou seja, descobrir as necessidades, traumas, complexos e tudo aquilo que está “preso” no inconsciente. Dificultando o equilíbrio emocional, e conscientizar o indivíduo dos motivos de seus comportamentos e/ou sintomas. assim, promovendo maior qualidade de vida e compreensão de seus sentimentos e ações.

Segundo Contardo Calligaris:

“Uma psicoterapia é uma experiência que transforma; pode-se sair dela sem o sofrimento do qual a gente se queixava inicialmente, mas ao custo de uma mudança. Na saída, não somos os mesmos sem dor; somos outros, diferentes”

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